O metaverso caiu na boca do mundo em outubro de 2021, quando Mark Zuckerberg anunciou que o novo nome da empresa controladora do Facebook, a partir de então seria Meta. A organização se dedicaria àquilo que o CEO definiu como “o futuro da internet”, o metaverso.

Zuckerberg anunciou, naquele momento, investimentos iniciais de pelo menos US$ 10 bilhões na construção do metaverso, conceito de um “universo paralelo”, que realidade aumentada e ambientes virtuais, mas com influências da vida real.  

Desde então, outros setores também passaram a explorar esse universo, ainda que “tateando” na tecnologia, como iniciativas lançadas pela indústria da moda, do entretenimento, dos alimentos, da educação e, até mesmo, do Judiciário brasileiro. Um projeto pioneiro no município de Colíder, no Mato Grosso, levou o metaverso ao Tribunal Regional do Trabalho, onde uma juíza fez uma palestra sobre acidentes laborais, com presença de juízes e advogados e de diferentes estados. 

Apesar de toda agitação, o metaverso não surgiu agora. O termo foi criado literalmente em uma obra de ficção científica de 1992, no romance “Snow Crash” (1992), de Neal Stephenson, e diversas experiências de “vida on-line” ocorreram no decorrer deste tempo, até mesmo com o game Second Life, que virou mania mundial em 2003, ao possibilitar relacionamentos entre avatares um uma realidade virtual que tinha até economia própria. 

 O que de fato interessa é que o metaverso de fato pode estar “inaugurando” uma nova era na internet, tanto que está sendo chamado de um dos pilares fundamentais para o estabelecimento da Web 3.0.  

Atualmente, diversas ações no marketing digital já estão sendo criadas usando o metaverso para engajar seu mercado-alvo.  

Aqui, no Brasil, criou experiências com marcas como HEINEKEN – que laçou uma cerveja virtual para uma plataforma Decentraland -, Itaú – que criou a ação #2022EmUmaPalavra e o transporte para o multiverso, direcionado ao público gamer -, e Lojas Renner, – que uma loja dentro do jogo Fortnite. 

 Lá fora, marcas como H&M e Gucci, e atrações como Musée d`Orsay, da França, têm se engajado com clientes usando o metaverso. A Walt Disney Studios Park registrou, recentemente, uma patente para um parque temático totalmente virtual.  

O metaverso no marketing B2B é possível?

Agora, respondendo à grande pergunta: o metaverso pode funcionar para empresas envolvidas de marketing B2B? Claro que sim! As oportunidades para o marketing B2B baseadas neste “novo universo” estão em ascensão, e os marqueteiros no mundo inteiro estão concordando que o metaverso vai mudar a maneira de implementar suas ferramentas B2B.  

Mesmo havendo, de forma geral, uma certa tendência para “abraçar” novas tendências, os profissionais de marketing B2B não só podem como devem tomar o exemplo de abordagem como ações de lembrança de marca do segmento B2C que estão “estourando” por aí.   

Tradicionalmente, os profissionais de marketing B2B têm campos de atuação limitados. Eles optam por feiras, conferências, reuniões individuais, entre outras soluções tradicionais na tentativa de oferecer aos seus clientes uma experiência de seus produtos e serviços.  

Uma vez que o isolamento social da pandemia de Covid-19 provou que os negócios podem ser conduzidos sem a presença física, os marqueteiros B2B podem otimizar o marketing metaverso, alcançando seus clientes por meio da realidade virtual e aumentada.  

 Como o metaverso é essencialmente um espaço imersivo, os profissionais de marketing B2B podem usar a realidade virtual para completar a lacuna entre os compromissos presenciais e remotos. realidade virtual e aumentada, eles podem oferecer uma demonstração 360 graus de suíte de produtos e serviços.  

Os marqueteiros B2B também personalizam como ofertas com base nas necessidades e no perfil de seus clientes potenciais. É até mesmo possível interagir com os clientes em tempo real para obter insights e feedback, economizando tempo e recursos preciosos.  

Usando o metaverso, é possível, ainda, criar um showroom virtual e contar e deixar os clientes experimentarem seus produtos e serviços em primeira mão, em vez da publicidade tradicional.  

Esta também será uma grande oportunidade para as marcas criarem seus personagens e personas no metaverso. Imagine um avatar do pessoal de demonstração do produto disponível de acordo com a conveniência do cliente.  

Em resumo, os marqueteiros B2B têm a chance de oferecer uma estrutura imersiva, interativa e experimental através de cases de uso, cases comerciais e roadmaps de planejamento e implementação.  

Mas este é apenas o início da revolução do marketing B2B. Com mais empresas começando a investir ativamente em marketing através do metaverso, não vai demorar muito para que comece a surgir a necessidade de produtos e serviços virtuais. Os profissionais de B2B só precisarão, então, fundir o espaço entre o mundo físico e o virtual, para que chegue, enfim, ao metaverso. 

Isto já está acontecendo à medida que as empresa envolvidas no marketing B2B começam a lançar gêmeos digitais de seus produtos e serviços que ajudam no monitoramento, análise de dados, previsão e manutenção remota. 

Espera-se, também, que o metaverso amplie o campo de atuação do marketing B2B e estenda seu âmbito a outras verticais de marketing associadas, como serviço ao cliente, programas de fidelidade, entre outras finalidades.  

As empresas podem, finalmente, afastar seus clientes tradicionais de chatbots e oferecer contas aos seus clientes tradicionais “praticamente real”, com soluções e manutenção de um metaverso de atendimento remoto ao cliente.  

Existe a possibilidade de que as empresas possam criar ecossistemas metaversos empresariais para apoiar um envolvimento de ponta a ponta das partes interessadas, o que deve envolver desde a geração de leads e a aquisição de clientes até treinamento imersivo, serviço de contas e recompensas. 

Os marqueteiros de B2B precisam ter a oportunidade de revisitar suas práticas de desenho e descobrir se devem ou eliminar suas estratégias tradicionais de marketing e se adaptar e alavancar o marketing no metaverso. 

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